Bye MJ...

O cantor nasceu Michael Joseph Jackson, em Gary, no Estado de Indiana (EUA), no dia 29 de agosto de 1958. Ao todo, seus pais tiveram nove filhos, mas foi ele quem revelou uma habilidade musical fora do comum desde muito pequeno.
Esse talento acabou explorado por seu pai, Joseph Jackson, que montou um grupo com alguns de seus filhos e o batizou de Jackson 5. Michael --o sétimo filho-- integrou o conjunto e logo ganhou destaque com seu carisma, que à época assombrou produtores musicais.
O sucesso pelo interior dos Estados Unidos acabou rendendo um contrato com a lendária gravadora Motown. Nesse período, os Jacksons ganharam sete singles de platina pela venda de aproximadamente um milhão de cópias e três álbuns de platina pela venda de mais de dois milhões de discos.
Foi em 1971 que a Motown começou a lançar o cantor em carreira solo --entre indas e vindas, o último trabalho de Michael com os Jackson 5 foi em 1984 no álbum "Victory". Ele arrebatou milhões de fãs ao criar um novo estilo, que unia canções de refrão fácil, musicalidade e muita dança. Em 1972, ele foi eleito o melhor vocalista masculino do ano por seu primeiro disco solo, "Got to Be There".
Mas os holofotes se voltaram mesmo para ele em agosto de 1979 com o lançamento do álbum "Off the Wall", que vendeu 11 milhões de discos. O grande marco, no entanto, viria em dezembro de 1982, com "Thriller". O disco, com músicas de sucesso como "Billie Jean" e "Beat It", vendeu mais de 100 milhões de cópias no mundo todo até hoje, o que faz dele o mais vendido da história.
"Thriller" foi seguido de "Bad" (1987) --que vendeu 20 milhões de cópias-- e "Dangerous", de 1991 (21 milhões de cópias).
As primeiras críticas sofridas por Michael começaram em 1984, quando ele afinou o nariz: era a primeira de uma série de cirurgias plásticas que mudaram as características de seu rosto. Em 1991, ele chegou a ser comparado a um androide. Ao morrer, o cantor tinha a pele completamente branca --resultado de uma doença, de acordo com ele-- e o nariz, boca e queixo modificados.
Mas o declínio de sua carreira começou mesmo em agosto de 1993, quando ele sofreu a primeira acusação de pedofilia. Um homem recorreu à Justiça afirmando que Michael abusou de seu filho, Jordan Chandler, 13. O caso acabou resolvido fora dos tribunais em um acordo que pode ter envolvido US$ 25 milhões.
O escândalo ocorreu pouco depois de Jackson ter voltado às manchetes dos jornais ao anunciar seu casamento com Lisa Marie Presley, filha de Elvis, então com 26 anos e herdeira de uma fortuna estimada em US$ 100 milhões.
Apesar de ter conseguido evitar uma guerra nos tribunais, o escândalo comprometeu sua carreira por toda a década de 90. Em junho de 1995, ele lançou o disco duplo batizado de "HISstory, Past, Present and Future - Book I", que recebeu críticas negativas e teve vendas de 16 milhões de cópias, resultado abaixo do esperado em razão dos gastos de quase US$ 40 milhões em publicidade.
Em fevereiro do ano seguinte, ele se separa de Lisa Presley para se casar em novembro com a enfermeira Debbie Rowe --então com 37 anos--, com quem teve dois filhos: Prince Michael e Paris Michael Katerine. O casamento durou até 1999, quando eles se divorciaram.
Michael só voltou à mídia em 2001, com o álbum "Invincible". O racha do cantor com a Sony resultou em uma fraca divulgação e oito milhões de discos vendidos, seu pior desempenho desde "Off the Wall (1979)".
O astro pop Michael Jackson estava obstinado com sua volta aos palcos. Seu primeiro show, após um hiato de ao menos 12 anos em grandes trunês, seria em 13 de julho, em Londres. Para entrar em forma, ele tomava remédios de uso restrito e seguia uma dura rotina de treinamentos diários. Michael morreu na tarde desta quinta-feira em Los Angeles (Estados Unidos), de parada cardíaca.
Good Bless.







